A torcida do São Paulo é covarde em pegar no pé do Richarlyson.
Se ele tem mais trejeitos do que deveria ter, é problema dele e avaliação de cada um.
Mas todos sabem: quem inventou essa coisa de bambi para a torcida do São Paulo foi o ex-jogador Vampeta, do rival Corinthians.
Vampeta jamais foi ameaçado pelos são-paulinos.
Em junho de 2007, um diretor do Palmeiras, José Cyrillo Jr., citou o nome de Richarlyson em um programa de tevê quando perguntado sobre “um jogador homossexual” que quase teria ido para o Verdão.
Cyrillo Jr. jamais foi ameaçado pelos são-paulinos.
O jogador apresentou queixa-crime contra o dirigente, mas ela foi rejeitada pelo juiz Manoel Maximiniano Junqueira Filho.
Na sentença, Junqueira Filho afirmou que o futebol “é jogo viril, varonil, não homossexual”.
E sugeriu que, se não fosse homossexual, o melhor para Richarlyson seria ir ao mesmo programa e declarar isso.
“Se fosse, poderia admiti-lo, ou até omiti-lo, ou silenciar a respeito. Nesta hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados”, completou o juiz.
Junqueira Filho jamais foi ameaçado pela torcida são-paulina.
Recentemente, o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzo, gritou várias vezes numa festa: “Vamos matar os bambis!”.
Belluzo jamais foi ameaçado pela torcida são-paulina.
Mas, desde sempre, a torcida pega no pé de Richarlyson.
Um jogador talentoso e dedicado que ganhou, com São Paulo, três títulos brasileiros e um Mundial Interclubes.
É o único do grupo que não tem o nome gritado pela torcida.
Mesmo quando faz jornadas convincentes e decisivas como a da quarta-feira (20), quando impediu a derrota tricolor para o modesto Mirassol com um golaço aos 45 minutos do segundo tempo.
Jogar no ombro deste rapaz toda a responsabilidade pela construção desta “carga bambi” é covardia.
Ele não é o responsável pela construção dessa imagem.
A torcida Independente e os são-paulinos sabem disso.
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